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segunda-feira, 10 de maio de 2010

A nova arte, segundo Tião Nunes

Por romério rômulo - no blog do Luis Nassif

nassif:
um pouco dos desdobramentos reais da arte, na coluna do tião nunes

.:: O TEMPO ::.

por Tião Nunes

Até a Idade Média, e antes da ascensão da burguesia, nenhum artista era mais importante que o cozinheiro, opinião, aliás, de muita sabedoria

Só no século XX e neste princípio do XXI o artista se tornou, de fato, um fora de série, se não pela obra, ao menos pela extravagância

Salvador Dalí percebeu, como ninguém até então, a importância da autopromoção, do valor
de “espantar a burguesia”

Aos poucos, e bem devagarinho, a preferência do artista pela exibição pessoal em oposição à obra começou a predominar





No tempo em que os bichos falavam, artistas eram apenas doidos varridos que destoavam da multidão. Mesmo com todo o prestígio popular que conseguiam, ninguém levava a sério suas peripécias. Nem mesmos eles.

O epitáfio de Ésquilo, o primeiro dos grandes trágicos gregos, apregoava que o maior feito de sua vida foi combater em Maratona (contra os persas), uma das mais estrondosas vitórias militares da história. Até a Idade Média, e antes da ascensão da burguesia, nenhum artista (músico, poeta, ator ou pintor) era mais importante que o cozinheiro, opinião, aliás, de muita sabedoria. Quem aprecia bons pratos, sabe que cozinheiros podem ser infinitamente superiores a artistas. Além de mais badalados e paparicados.

Foi com a burguesia que pintores, músicos e poetas passaram a ter regalias nas cortes, vendendo suas obras a bom preço e puxando devidamente o saco dos poderosos, talento de que os cozinheiros eram desprovidos, talvez por serem mais rústicos. E assim foram eles, artistas, aparecendo e pontificando, até que do século XVIII em diante passaram a disputar o poder diretamente com os antigos donos, tornando-se ministros, deputados, embaixadores, quando não reis e imperadores. Mas não como reis antigos, que poetavam por desfastio, e sim à maneira moderna, como forma de subir na vida. No entanto, só no século XX e neste princípio do XXI o artista se tornou, de fato, um fora de série, se não pela obra, ao menos pela extravagância.

NASCE O ESPETÁCULO

Esquemático como sempre, me atrevo a sugerir que o ícone inaugural do império do artista sobre a obra de arte foi Salvador Dalí, o bigodudo pintor espanhol. Dalí percebeu, como ninguém até então, a importância da autopromoção, do valor de “espantar a burguesia”, fenômeno muito repetido, mas pouco praticado. No fundo, todo artista é um tanto tímido, Van Gogh que o diga, mandando orelha cortada de presente à namorada. Veja lá se isso é presente que se dê!

Misturando arte e vida – proposta fartamente sugerida e aceita por alguns provocadores, mas não pela maioria -, o genial pintor catalão soube como ninguém ligar sua conturbada vida pessoal à perturbadora atividade artística. Ao mesmo tempo em que pintava “A Persistência da Memória” (aquele quadro com relógios derretidos é uma paisagem de arrepiar), se vestia de forma absolutamente absurda para os padrões da época, incomodando amigos, inimigos e críticos. Mas ele não estava nem aí para a opinião pública, pois era isso mesmo que seu sapo queria.

Com o tempo, sua obra se tornou reconhecida mundialmente, enquanto seu exotismo pessoal o fazia reciclar de tempos em tempos suas atitudes “originais”, de maneira que sempre esteve na moda, pelos dois lados da moeda. Naquele tempo, isso era raro, com a maioria dos artistas se comportando, se não como bons pais e filhos, pelo menos como pequeno-burgueses ativos e trabalhadores.

O ESPETÁCULO EM SI

Aos poucos, e bem devagarinho, a preferência do artista pela exibição pessoal em oposição à obra começou a predominar. A indústria cinematográfica deu o pontapé inicial com seus escândalos e sua promiscuidade generalizada, enquanto os filmes, produtos para tirar grana da classe média, se esmeravam em dividir a espécie humana em vilões e heróis, bem ao contrário do que acontecia nos estúdios de Hollywood, em que todos eram (e continuam sendo) ao mesmo tempo heróis e vilões.

Perto das monumentais surubas hollywoodianas, as modernas farras de nossos congressistas e elites políticas e econômicas não passam de brincadeira de criança. Se um décimo do que aconteceu (e acontece) nos mais refinados ambientes viesse à tona, o mundo desabava e milhares de cabeças rolariam. Mas tudo é oculto, por baixo dos panos, o mundo da TV não é o mundo real, e se o mundo da TV (é só um exemplo) fosse mais conhecido, ou menos irreal do que parece, a moral deixaria de existir e Deus morreria de desgosto e espanto, entupido de cocaína.

Mas estou botando o carro adiante dos bois, já que ainda estou em Hollywood, uma mistura de Sodoma e Gomorra de nosso tempo – e olhem que não sou nem um pouco moralista, nem um pouco mesmo. Se as aventuras narradas pelo Marquês de Sade não me abalaram, se sempre acreditei que no fundo somos todos uns frades sádicos deitando e rolando nos conventos de nossos cérebros povoados de morcegos raivosos, não seriam ridículos amontoados de noites mergulhadas em droga, sexo grupal, baixaria coletiva e troca de favores que me assustariam. Não, senhor, nada me assusta.

A FESTA NO CÉU

Depois do cinema veio a televisão e a moral morreu de diarreia. No mundo televisivo, que frequentei durante algum tempo nos primórdios de minha vida profissional, a regra é a baixeza, a lei é a do menos escrupuloso, manda mais quem oferece mais, quem desce mais baixo sobe mais rápido, e fim de papo.

Enquanto as novelas teimam em dividir a humanidade em heróis e vilões esquemáticos, por trás das câmeras a sacanagem rola solta. E se rola solta lá, por que não rolaria solta no resto do mundo, já que somos todos atores?

Foi quando a baixaria chegou à literatura, às artes plásticas, ao teatro e à musica que as regras se inverteram, a obra de arte deixou de ter qualquer influência e passou a ser apenas outro zero à esquerda. Não se escrevem mais livros: os escritores fazem performances. Não se pintam mais quadros: os performáticos pontificam, de preferência pelados como nasceram. As cantoras trocaram a voz pela bunda e as letras de música pelo peito mais siliconado. Os instrumentistas não mais quebram instrumentos em público, apenas transam com a modelo mais badalada – e isso é infinitamente mais importante para a música e para o mundo artístico. As atrizes mais famosas só continuam famosas porque transam com os mais famosos. Enquanto dura a fama, é claro, trocando depois o ex-famoso pelo neofamoso. Elas e eles.

Assim gira o mundo artístico. Pobre Dalí. Pobre Andy. Se vocês soubessem o que viria em seu rastro, sem dúvida teriam morrido muito antes. De vergonha.

Comentários ao texto do Tião Nunes - no blog do Luis Nassif


Demarchi : A FESTA DE BABETE
Um filme maravilhoso.
Babete, chef de cozinha em Paris, refugia-se da guerra que assombra a França na humilde casa de recatadas solteironas em um vilarejo na Dinamarca, onde cuidará da limpeza e da cozinha, até que um fato inesperado lhe propicia oferecer um jantar, que sutilmente vai conquistando o paladar dos convidados. A maestria com que é preparado o jantar e o requinte com que é servido, na eloqüência dos detalhes, compõe um ritual de dar água na boca, ao mesmo tempo em que desinibe o espírito. A Festa de Babette é o desabrochar da alma, na descoberta do prazer sem culpa.
O jantar, que no início assusta os convidados pelo requinte, que o consideram demais extravagante, vai aos poucos deixando todos inebriados. O excelente vinho e o prazer da mesa vai aos poucos deixando-os mais amáveis e sinceros.
O prazer que Babete sente em oferecer um belo jantar lhe custou todo o prêmio que ela ganhou na loteria, o que deixa suas patroas impressionadas.
No YouTube tem o filme, em diversas partes.
Aqui, uma das partes :

Desculpem, não sei porque os vídeos estão colando assim, grandes e com baixa definição.
Não encontrei o filme legendado, sorry.

Ivan Moraes: Porque voce nao apertou o segundo quadradinho na pagina de embed do youtube, e seu default eh o quarto e ultimo quadrado, o maior de todos. Os quadradinhos estao debaixo de onde voce escolhe a cor da janela –que voce nunca escolheu ainda tampouco.
Adoro “Babette’s Feast”, ja assisti umas 10 vezes. Como um filme que tem tao pouco pra falar eh uma festa aos olhos e mente dessa maneira esta alem da minha comprehensao! Me disseram que “Like Water for Chocolate” eh assim tambem mas eu nao assisti.
Tirei uma foto comendo uma coisa muito parecida com o “sarcophage” ha poucos dias em um restaurante frances de NY. Nao tive coragem de postar ainda.
Um dia…

Demarchi: Muito obrigada, Ivan. Realmente eu não fazia nada disso …Vou tentar agora, prá ver se eu acerto.Acho que esse filme tem muito a falar sim. Alguns críticos até exageram, como se pode ver no link abaixo :
http://www.slowfoodbrasil.com/content/view/230/95/
Minha interpretação é um pouco diferente, mas não me sinto inspirada no momento para discorrer sobre o assunto.
Mas cheguei a me identificar com o papel de Babette, nesse seu prazer em oferecer esse jantar, que vejo como arte e doação, uma celebração à vida. Um belo jantar entre amigos, com uma boa conversa, num ambiente aconchegante, é o que há de melhor

IV Avatar: Geralmente dá morte depois dessas bebedeiras,,uma raridade estas cantigas de rodas depois destes eventos,,,sempre dá em briga,,,é só ir a uma central de flagrantes num domingo,,,delegacia lotadíssima,,, dessa vez o nosso Tião pisou na bola,,,que tristeza,,ele não nos trouxe nenhuma esperança, nenhuma luz desta vez,,quem sabe da próxima ele se recupera,,é o que esperamos,,, A nova arte (literatura, música, artes plásticas, cinema, etc) será batizada de “irrealismo”...Ainda não me refiz do impacto desta constatação, não sei se agora haverá um norte...Há tempos me pergunto se a nossa arte continuaria sendo chamada para toda a eternidade de termos tais como pós-modernismo, pós-contemporâneo,,…inventaram agora um tal de pós-Lula, esta gente do Serra…Que pós que nada,,somos irrealistas.,,E não pensem que ser irrealista é viver no mundo da lua…não…a realidade esta aí para ser fonte do irrealismo..quem disse que uma folha não pode ser um peixe?

Bem vindo irrealismo!!!!!!!!!! aqui http://pt.wikipedia.org/wiki/Escolas_liter%C3%A1rias
Vi isso ( o irrealismo) quando procurei entender o motivo pelo qual mais de 200 milhões de almas corrreram ao YouTube para assistir a um vídeo de Lady Gaga,,postado em novembro último,,,quando explodiu o gagaismo, por sinal cópira barata das obras da magnífica Grace Jones, a performer e cantora Jamaicana que usava roupas-instalações apontando para o fantástico e para o futuro.
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Diálogo...triálogo...comentários de outras pessoas - no blog do Luis Nassif

Joel Richard: Visão pouco apurada. Os que criticam a arte de hoje dizem que arte simplesmente inexiste neste mundo onde tudo é commodity, e isso vem desde antes de Salvador Dalí, que apesar de excêntrico nunca foi original, ilustrando o pensando de freud, literalmente.
Hollywood é digna de crítica, mas não o cinema, que surgiu como passatempo para a classe operária que não tinha dinheiro para ir ao teatro, esse sim, um passatempo burgues.
E televisão acho nunca entra em discussão, é só um outdoor brilhante.
IV Avatar : Não entendo porque Dali é admirado por aqui se na própria espanha ele não faz parte da galeria dos grandes artistas como Picasso.Aquele relógio derretendo é o uó do borogodó.E o Rinoceronte de tamanho gigante?E as performances dele dando aula com um pé dentro de um balde?Já assistir a palestras de pesquisadores espanhóis demonstrando este equívoco chamado Salvador Dali.André Breton, um dos criadores do surrealismo, não concordou com a entrada de Dali na escola surrealista.Enfim, não concordo que coloquem Dali no mesmo patamar de Picasso, este o autor de Guernica, por sinal uma obra que jamais seria criada por Dali, um apoiador de Hitler e do general Franco e da guerra civil espanhola.Nada contra um artista ter liberdade para adotar qualquer linha política mas é que até nisso Dali foi um desastre total.Para não dizerem que sou de todo contra Dali, isso aqui me chama atenção, http://www.spiritualistmother.blogger.com.br/CRISTO2DALI71.jpg
Ivan Moraes : O Corpus Hipercubus eh virtualmente a unica maneira de dizer pras pessoas que um hipercubo tem 8 cubos. Duvido que ele precisava de um Jesus –imagen estritamente regiliosa– la, pois para fazer o mesmo ponto uma vaca tambem estaria otimo, e provavelmente teria mais efeito.
(detesto Picasso)
IV Avatar : Caríssimo Ivan, lhe respondi às 07:49, claro, se o Nassif aprovar, tem até Kama Sutra
BellBoy disse: Avatar, não se “demonstra um equívoco” em arte porque arte não é física nem química. Avatar, o que mais há neste mundo é um bom artista e péssima pessoa. Uma péssima pessoa não faz necessáriamente um pésssimo artista, e vice-versa.
Dali fez trabalhos muito bons, produziu muitíssimo, é respeitado na Espanha, e se foi expulso do movimento surrealista, isto prova que o movimento surrealista era mais político que artístico.
Picasso é um artista medíocre, comparado com Dali. mas era politicamente progressita. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Este texto é radical pueril inconscistente.
IV Avatar : Amigo BellBoy, a minha resposta às 08:15,,por partes,,responderei no decorrer do dia,,,claro se o Nassif permitir,,,também se me sobrar tempo,,,tenho que mandar ver numa monografia, bem como ir ao dentista e ensobar meu corpo,,vi agora uma crosta nas minhas costas,,,células mortas,,,deve ser por causa do sol,,tenho trabalhado sol a pino,,,posso até morrer que nem Picasso,,quer dizer,,Dali,,que morte triste
Joel Richard disse: *pensamento de Freud.
Magritte sim era original, e é um desafio para quem defende e não existência da arte.
Geraldo Cursage disse: Celebridade é alguém conhecido por muitas pessoas que ele tem o prazer de não conhecer.
Todos os homens são fraudes. A única diferença é que alguns admitem isso. Eu mesmo nego…
Henry Louis Mencken
IV Avatar : Favor tirem a dúvida do Jorginho…Ele fez a seguinte pergunta numa rede socialÉ verdade que será criada uma nova escola literária, O Irrealismo?
..Gente,, incrível,,,não tem nadica de nada sobre o irrealismo na web…A Kita respondeu ao Jorginho,,,noto que ela recorreu à unica citação que tem na web, um parágrafo escondido na wikipedia
Kita respondeu:
A escola literária mais recente, tem como objetivo unir a literatura com a fantasia, trazendo uma interação mágica e inovadora. Obras dispersas já vêm sido lançadas, geralmente em coleções de livros, como Harry Potter, de J. K. Rowling, O Ciclo da Herança, de Christopher Paolini mas o verdadeiro princípio do movimento se deu com o lançamento da série carbon, pelo aclamado escritor Allan Marrod, este se auto-considerando e sendo realmente considerado pai do movimento irrealista, ao propor, em 2012, na Reunião dos Escritores Irrealistas, a criação do mesmo.
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20100402110305AAmz95D
Carlos Henrique Machado disse: Fazendo um trocadiho acho que é um problema dos instrumentalistas e não dos instrumentistas.Hoje a chamada no Carta Maior.(I)‘Por que tantos problemas atualmente são percebidos como problemas de intolerância, em vez de serem entendidos como problemas de iniquidade, exploração e injustiça? Por que o remédio tem de ser a tolerância em vez de a emancipação (…)? A resposta imediata está na operação básica do multiculturalismo liberal: “a culturização da política”. As diferenças políticas, diferenças condicionadas pela iniquidade política ou a exploração econômica, se naturalizam como simples diferenças “culturais”.
(II)De longe, a versão predominante da ecologia é a da ecologia do medo – medo da catástrofe, humana ou natural, que pode perturbar profundamente ou mesmo destruir a civilização humana. Essa ecologia do medo tem todas as oportunidades de se converter na forma ideológica predominante do capitalismo global, um novo ópio das massas que sucede o da religião….Apesar de os ecologistas exigirem permanentemente que mudemos radicalmente nossa forma de vida [ NR/CM ,o que subjaz a isso é o seu oposto]; isto é, uma profunda desconfiança em relação à mudança, em relação ao desenvolvimento…(Slavoj Zizek; revista Unisinus; dez/jan; Carta Maior; 09-05)
A grande questão nessa nova teia de interesses e exploração, é jogar a cultura no balaio da competitividade. A ideia de jogar a vida coletiva em segundo plano e utilizar, com isso, o empobrecimento através da regulação do mercado cultural, tem sido a tática dos que, somados com o velho Estado instrumentalizado pelo sonho europeu com a nova casta do mercado neoliberal de cultura, tanto faz o cravo e a ferradura, não importa. Essa mesma sociedade que domina os espaços, ditos culturais, criou um tártaro que tem que ser removido pelo Estado. O governo federal lança programas diretos que fortalecem de forma livre a estrutura da cultura brasileira em sua base, Mais Cultura, Pontos de Cultura e etc. Mas há uma campanha que tenta fazer do conceito ficcional do universo culto um produto de medo para a informação universal. Este é o novo totalitarismo da informação que veio sendo construido ao longo do século XX. A principal arma desta produção técnica é a subjetividade que traz benefícios exclusivos às classes dominantes para ocupar os poros institucionais da cultura brasileira, porque se sentem incapazes de regular a vida coletiva da sociedade brasileira. Por isso, o universalismo de pensamento único que não rem qualquer consciência universal, pois se tivesse valorizaria as céculas locais que compoem o espaço global se veste de salvador.
Mas a ameaça maior é o que está sendo criado como situação de urgência pelo mercado que quer ser o protagonista do poder da cultura em defesa sei lá do quê, do país não é, do cidadão muito menos, da dignidade humana, da ética, do nada. É um contraponto como um jogo de espelho, cria-se o monstro, ao mesmo tempo que esse mesmo grupo oferece proteção. No meio de tudo isso, o mingau Duchamp e a lei da relatividade que só pode ser usada pelas elites, porque pobre é que não terá nenhuma chance em ser conceitual, convenhamos! Isso só é permitido a quem tem grana, ou alguém imagina que o capão pode fazer a bienal do vazio?
Este tema está fervendo. As eleições acirraram os ânimos no universo cultural. Os donos desse mercado sabem perfeitamente que se o Estado caminhar com a sociedade, ele poderá fazer um rombo nessa canoa furada que só eles navegam.
Quanto às questões pontuais que o texto apresenta são algumas das múltiplas formas de exploração em torno da palavra “cultura”.
anarquista disse: Joel Richard:
Aonde Freud escreveui isso?
Depois de ler os trocentos volumes dele( por força de ofício) não lembro disso.
E não escrevo prA contestar.Apenas pra aprender.
Dia destes Ruy Castro escreveu uma coluna sobre livros( sebo) Dizia ele que os sebos foram substituidos por pizzaria ou afins de pronta entrega.E com isso perdeu-se o contato com as pessoas.
Na mesma crônica refere-se a uma loira que ao adentrar num sebo disse: ”Aqui só tem livros velhos”’
Resumindo em miudos: Há algum sebo ou original que vc possa apresentar estas palavras de Feud?
Não por dúvida do que afirma.E sim pra ensinar algumas pessoas que me chamam de professor, embora não o seja.
Agradeço antecipadamente.
Marko disse: É… uma bela mistureba,a começar pelo “até a Idade Média” q já carrega um eurocentrismo pra lá d carregado;um lembrete: Artistas como outros em outras áreas são “apenas” Canais E não a Fonte… d expressão e/ou extravasamento social públicos, dentro d sua época e contextos culturais.Se as sociedades tendem ora a endeusar, ora a estigmatizar os artistas ( vide como eram tratados durante mto tempo os artistas d circo ou itinerantes pelas autoridades e populações sedentárias por onde passavam; ou q a execução pública d peças musicais no Brasil colônia e império por ex. era trabalho majoritariamente feito por escravos domésticos e negros libertos; ou a história d perseguição à “Arte degenerada” por parte dos nazistas, à “Arte burguesa” por parte dos Stalinistas ), isto se deve tb ao complexo descrito por Ruben Darió; A Humanidade se enamora e ‘casa’ com seus Artistas por serem …Artistas e depois fica reclamando no dia a dia por não se comportarem como 1 freira ou chefe de repartição pública… isto qdo não é cobrada a postura d mártir …tenha dó.
Se nas cidades-Estado Helênicas, a arte ou filosofia não eram especialidades mas parte d um todo maior nas atividades dos chamados cidadãos livres ( ao menos daqueles q queriam se destacar da multidão, ah… a vaidade… tb traz coisas boas oras oras vejam só rs rs ), isto se devia tb ao esforço d inúmeros escravos q realizavam o trampo pesado ou então considerado “menos nobre”, como d cozinheiro por ex. …
Já, determinado nível d especialização, não só dos artistas mas tb dos cozinheiros, tal qual foi e é o mundo dos homens, não teria sido possível sem o patrocínio, primeiro da nobreza, depois da burguesia e por último mas não menos do Estado d 1 lado e dos meios d produção capitalista do outro; o q não quer dizer q todos os artistas sobreviventes tenha se curvado resignando-se apenas a louvar seus patrocinadores e o sistema no qual estavam inseridos, como aliás atesta a História.
Num universo deste tamanho, os seres humanos não são melhores nem em relação à outros animais q dirá outros humanos, apesar do q creem, baseados em sua racionalidade limitada.
Assim, tb levando em conta há não há 2 seres iguais, q a vida é feita d ciclos, q nda é definitivo, q reclamar geralmente não leva à nada; prefiro terminar parafraseando outro poeta “O medo de amar é esperar que outros façam por nós o que é nosso dever: recusar o poder”
odair de souza disse: A velha pergunta: “A vida imita a arte ou a arte imita a vida?Parece-me que a vida imitava a arte agora a arte esta imitando a vida.Seria um vácuo de novas idéias ou uma evolução natural?Gostei do peso com que o Sr.Tião Nunes pegou .
osvaldo disse: Artistas são mais celebrados do q cozinheiros pq ninguém vai comer a Mona Lisa e ela nunca vai virar cocô. Se o missivista tem algum problema com marketing, devia se referir ao pessoal da área, e não a artistas. Post raso, equivocado e dispensável.
Carlos Henrique Machado disse: O mercado quis tomar a dianteira expeculativa da chamada nova cultura, uma coisa confusa para ser confusamente compreendida. Isso criou o aprofundamento da competitividade, como é comum quando as cartas estão nas mãos do empresariado como foi, no Brasil, o caso da Lei Rouanet. Com isso, a promiscuidade, através de um cínico conceito de liberdade das leis incentivo pelo mercado da proprias leis, que, originalmente, nasceram para proteger a sociedade dessa deformidade que o grande mercado havia instituido, os aportes públicos, em função do manuseio técnico passa a ter papel invertido e soma-se a outras práticas expeculativas no universo da cultura e fortalecem as classes dominantes. A política, sobretudo com a proximidade das eleições, tem sido o foco dessa batalha. Não é segredo pra ninguém que o PSDB defende a continuidade da Lei Rouanet com todas as distorções que lhes são peculiares.
João Sayad usou toda a sua agressividade contra o Ministério da Cultura durante um debate ocorrido na Folha de São Paulo. A tática continua sendo a mesma adotada pelo Instituto Millenium, ou seja, convocar uma meia-dúzia de “intelectuais” e usar os seus discursos engajados para atacar as políticas do governo federal. Essa espécie de fretamentos de títulos e comendas de certo corpo docente tem sido prática comum da plutocracia.
Este tema deveria ser mais debatido para vermos o avanço dessa perigosa teia que hoje em muitos lugares domina comunidades inteiras que ficam à mercê de jogada empresarial.
Foi em função desse novo momento que me senti obrigado a parar de escrever no Cultura e Mercado.
http://www.culturaemercado.com.br/ideias/muita-discussao-e-pouca-acao-os-males-da-cultura-sao/
A grande questão é o vácuo que isso tem deixado, o desestímulo tanto da criação quanto dos novos pensamentos acadêmicos. Uma garotada boa que está vindo aí, Nassif, estudando o Brasil, fazendo pesquisas. Uma coisa bonita de se ver, belíssimos trabalhos, mas que não se transformam em livros e, de imediato, revela que uma grande quantidade e qualidade de potencial humano e científico está sendo desprezada em função da febre do marketing cultural que, por sua vez, enxerga a arte como um sabonete ou um creme dental, além de aceitar o jogo da baconização política em troca do benefício da captação restituida.
Quando digo que o PSDB quer ligitimar a imoralidade na cultura, digo porque os grandes agentes estão diretamente envolvidos com a candidatura Serra, antes de forma disfarçada e hoje escancarada, o que deixa claro que há a intenção de, num possível governo Serra, instituir a culturobrax.
Pedro Mattos disse: Caramba. O conhecimento não é feito a partir do preconceito. Caro Tião, leia mais e, principalmente, veja mais.
IV Avatar disse: MAX ERNEST, sem o espaço que Dali tinha na mídia mas bem melhor do que este,Mas o tempo será implacável com cada um de nós, eu, vc, Dali,Melhor então divertir-se em vida, pelo isso Dali fez e muito


Ivanisa Teitelroit Martins disse: Romério Rômulo, você nos proporcionou um debate digno de uma festa de Babette. Com certeza muitos outros estão por vir. Tin, tin!“Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças… Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo. Bom seria se a magia da Festa de Babette pudesse ser repetida… “
IV Avatar disse: A última aparição pública de Salvador Dali,,,sua última obra?
Pensei nisso

maria utt disse: “Até a Idade Média, e antes da ascensão da burguesia, nenhum artista (músico, poeta, ator ou pintor) era mais importante que o cozinheiro, opinião, aliás, de muita sabedoria.”
Claro, alguém pode me citar um cozinheiro grego mais famoso que Homero?
“Salvador Dalí percebeu, como ninguém até então, a importância da autopromoção, do valor de ‘espantar a burguesia’”
Lamento, mas espantar a burguesia já era mote entre os dadaístas reunidos em Zurique, muito antes de Dali, só pra citar um exemplo. E a atitude anti-burguesa dos artistas vem ainda de antes.
[Dali] “genial pintor catalão”.Podia parar por aqui, quem chama Dali de genial não conhece muito história da arte mesmo.
“e olhem que não sou nem um pouco moralista, nem um pouco mesmo.”Claro que não, os páragrafos precedentes são fruto de psicografia.
Eita texto ruim. Cheio de erros históricos, começa falando de arte e passa à cultura de massa como se isso fosse o mesmo assunto. Critica Hollywood e a televisão tentando provar não sei que ineditismo [porque só quem nasceu em Marte deve achar que o que está dizendo é de alguma forma novidade]. Escreve não sei quantas linhas pra concluir que o mundo está para o fim e que Dali era o gênio de verdade.
Caro Nassif, se quiser um texto de alguém sério sobre arte, pegue algum do Jorge Coli, que deve ser ainda das únicas boas coisas que a Folha publica.
IV Avatar disse: Nada nos resta então

http://www.youtube.com/watch?v=BwnCQ3bvjns&feature=related
Agora me vem à cabeça a polêmica frase “a arte morreu”Uma linha defendida por gente como Ferreira Gullar nada sobra na arte contemporânea, tudo lixo depois do vaso sanitário de Duchamp
Para não parecer ranheta respondendo a tudo e a todos em cada comentário, vou procurar um lugar para continuar discorrendo sobre este assunto,,,não sei ondevamos às fotos,,,Segue link para fotos de obras de Dali, Rafael Sanzio, ao lado deste tem a Kama Sutra em quadrinhoshttp://www.flickr.com/photos/8533150@N04/1298885180/in/photostream/Aqui 941 fotos de obras de Picasso, a última foi postada ontem 10-05-10Todos no chão, de Picasso a Babete passando por Dali

Não vou sair daqui,,,vou escrever aqui mesmo
Isto seria debitado a quem,,,à arte africana?
IV Avatar disse: Eu havia esquecido da Kama Sutra,
http://www.flickr.com/photos/8533150@N04/1298007943/in/photostream/
“Avatar, não se “demonstra um equívoco” em arte porque arte não é física nem química.
Avatar, o que mais há neste mundo é um bom artista e péssima pessoa. Uma péssima pessoa não faz necessáriamente um pésssimo artista, e vice-versa.
Dali fez trabalhos muito bons, produziu muitíssimo, é respeitado na Espanha, e se foi expulso do movimento surrealista, isto prova que o movimento surrealista era mais político que artístico.
Picasso é um artista medíocre, comparado com Dali. mas era politicamente progressita. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra”
Este texto é radical pueril inconscistente.
( BellBoy disse: 9/05/2010 às 22:48)
Bell Boy, obrigado pela observação, sem comentários, pelo menos no momento,,quem sabe depois,,deu um branco na minha cabeça agora…no momento são 08:14…Vou ali e volto já,,,
IV Avatar disse: BellBoy, voltei..,,aliás eu não,,,ele,,,o Avatar que não se cansa de…deixa prá lá,,,eu ia dizer que não se cansa de encher o saco..,nem tanto
Dando uma olhada no blog do IV Avatar vi que está por ser acabado,,nenhum sistema de busca,,,tag que é bom então, pouquissimas,,,deu um trabalhão danado para achar estas coisas que seguem abaixo,,,
Entrei na barra do Google com as palavras jose carlos lima professor
Achei isso
Sobre os lados direito x esquerdo do cérebro,,,
o auto-retrato do IV Avatar http://josecarloslima20.blogspot.com/2010/04/o-iv-avatar-esta-aqui-clique-aqui.html
Luis Nassif: Ontem, ficou excepcional o levantamento da cultura pernambucana. Que tal explorarmos hoje o interior paulista, de Cornélio Pires, Capitão Furtado e outros
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/03/31/videos-do-dia-98/
IV Avatar: Gostei deste achado mas o que quero achar é o branco que deu na minha cabeça,,,um quadro negro ou branco ou apagado ou vazio ou nada http://josecarloslima24.blogspot.com/2010/05/professor-deu-um-branco-na-minha-cabeca.html
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Atualização - às 14:00 h

Desmentindo a mim mesmo
Bobagem minha, pisou na bola nada, o Tião tá certo,,agora sei,,,depois de quase 100 anos do dadaísmo agora temos o gagaismo, leia-se Lady Gaga e outras

FONTE: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/09/a-nova-arte-segundo-tiao-nunes/
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